quinta-feira, junho 18, 2009
minha querida avó
a minha avó morreu, aliás, a minha bisavó, mas é minha avó, sempre foi e sempre será.
nem há 15 dias fez 88 anos e fomos almoçar a matosinhos passamos pela rede de pesca, a que aparece no vídeo...
minha querida, diz ela.
segunda-feira, maio 25, 2009
o meu medo é este
tenho medo, um só medo e é tanto...
tenho medo de envelhecer, não das rugas, é certo. essas causam-me um certo conforto na alma. tenho medo de chegar ao dia em que me olham de lado por dar uma gargalhada demasiado alta... tenho medo de chegar ao dia em que mostrar o meu corpo tatuado não vai chocar, mas causar repulsa... tenho medo de chegar ao dia em que não vou conseguir trabalhar das sete da manhã à meia-noite sem sentir ponta de exaustão... dias a fio, seguidos... tenho medo do dia em que vou ouvir mal, tudo e todos... tenho medo do dia em que me olharem com pena quando eu disser sou solteira e sem filhos e não com admiração como outrora.... tenho medo do dia em que não conseguir colocar o fio no buraco da agulha.... tenho medo do dia em que não vou conseguir cruzar as pernas em qualquer sítio e sentar-me no chão em qualquer sítio... tenho medo do dia em que terei medo do que os outros pensam ou acham ou dizem de mim... tenho medo... tenho medo de ficar velha, não tenho medo de envelhecer... tenho medo de ficar tão velha tão velha tão velha que não me levem a sério se eu disser quero morrer, deixem-me morrer... não tenho medo de morrer, nunca tive... pelo contrário.... mas tenho medo de ficar velha, de ficar demasiado velha, de viver demasiados anos, os suficientes para deixar de me ver, eu que já começo a envelhecer... até já deixei de fumar... mas se calhar amanhã volto porque afinal de contas, depois de velha o que é que isso interessa?
tenho medo de envelhecer, não das rugas, é certo. essas causam-me um certo conforto na alma. tenho medo de chegar ao dia em que me olham de lado por dar uma gargalhada demasiado alta... tenho medo de chegar ao dia em que mostrar o meu corpo tatuado não vai chocar, mas causar repulsa... tenho medo de chegar ao dia em que não vou conseguir trabalhar das sete da manhã à meia-noite sem sentir ponta de exaustão... dias a fio, seguidos... tenho medo do dia em que vou ouvir mal, tudo e todos... tenho medo do dia em que me olharem com pena quando eu disser sou solteira e sem filhos e não com admiração como outrora.... tenho medo do dia em que não conseguir colocar o fio no buraco da agulha.... tenho medo do dia em que não vou conseguir cruzar as pernas em qualquer sítio e sentar-me no chão em qualquer sítio... tenho medo do dia em que terei medo do que os outros pensam ou acham ou dizem de mim... tenho medo... tenho medo de ficar velha, não tenho medo de envelhecer... tenho medo de ficar tão velha tão velha tão velha que não me levem a sério se eu disser quero morrer, deixem-me morrer... não tenho medo de morrer, nunca tive... pelo contrário.... mas tenho medo de ficar velha, de ficar demasiado velha, de viver demasiados anos, os suficientes para deixar de me ver, eu que já começo a envelhecer... até já deixei de fumar... mas se calhar amanhã volto porque afinal de contas, depois de velha o que é que isso interessa?
terça-feira, maio 12, 2009
parabéns('',)
sexta-feira, maio 08, 2009
tu

aniquilação total do sentimento mudo outrora perdido actualmente acordado futuramente enterrado. o ópio do povo és tu eternamente tu. não me queiras fazer mal não queiras medir forças contigo basta um gole do meu veneno fatal. a minha doença doentia de magoar fatalmente outrém por outra desde outrora nunca foi direccionada para ti mas basta um toque maldosamente tocado uma palavra erróneamente interpretada e passas a ser... somente... tão só... apenas e nada mais.... do que mais um.... tratado tão mal ou pior do que todos os outros.
terça-feira, abril 21, 2009
segunda-feira, abril 20, 2009
passo a vida a aprender
Passamos a vida a valorar quem não tem valor, a dar amizade a quem não a merece, a dar atenção a quem não a conquistou, a dar amor a quem o não sabe receber.
A teoria do dar a outra face ou do dar sem esperar nada em troca é, a meu ver, uma grandessíssima desculpa dos ‘não merecedores’, esses que não mandam uma carta porque escrever está ultrapassado, esses que não telefonem porque com o telemóvel resolve-se tudo, esses que não visitam para não serem incómodos, esses que nunca estão presentes, mas que, de acordo com a sua teoria ‘quando é preciso estão lá’!
Eu não procuro quem não quero, não telefono a quem não me interessa, não visito quem não releva na minha vida. Mas, infelizmente ainda caio no disparate de dar atenção, carinho, colo a quem não passa de um ‘não merecedor’, de um mero ‘blood sucker’, e queixo-me – como me queixo - de quem me liga, procura, telefona, ama... porque me sinto controlada, limitada, com falta de ar, e nem me apercebo que esses são aqueles que verdadeiramente merecem o escasso amor que ainda, porventura, tenha. A estes peço as mais profundas e sentidas desculpas por ser uma cabra insensível e não os merecer. Estamos sempre a aprender e burro velho aprende línguas, nem que seja na próxima encarnação.
A teoria do dar a outra face ou do dar sem esperar nada em troca é, a meu ver, uma grandessíssima desculpa dos ‘não merecedores’, esses que não mandam uma carta porque escrever está ultrapassado, esses que não telefonem porque com o telemóvel resolve-se tudo, esses que não visitam para não serem incómodos, esses que nunca estão presentes, mas que, de acordo com a sua teoria ‘quando é preciso estão lá’!
Eu não procuro quem não quero, não telefono a quem não me interessa, não visito quem não releva na minha vida. Mas, infelizmente ainda caio no disparate de dar atenção, carinho, colo a quem não passa de um ‘não merecedor’, de um mero ‘blood sucker’, e queixo-me – como me queixo - de quem me liga, procura, telefona, ama... porque me sinto controlada, limitada, com falta de ar, e nem me apercebo que esses são aqueles que verdadeiramente merecem o escasso amor que ainda, porventura, tenha. A estes peço as mais profundas e sentidas desculpas por ser uma cabra insensível e não os merecer. Estamos sempre a aprender e burro velho aprende línguas, nem que seja na próxima encarnação.
domingo, março 15, 2009
mais uma noite
num bar super in da invicta, tão in que só me apetecia vomitar, mas vómito in:
"você parece uma actriz" - diz ele
não me digas que porno... pensei eu...
"Daquelas dos programas do canal 2 às 3ªs e 5ªs... tipo a miúda é gira mas tem a mania que é má, que é macho" - acrescenta ele
às tantas pergunto-me se não seria mais saudável para o meu ego que me tivesse encontrado semelhanças com uma qualquer actriz porno, mas enfim.... felizmente a minha auto-estima é sempre exagerada, pelo que de momento encontra-se numa estado tido como normal, tão-somente.
num comboio bem cedo... ainda nem sei bem se sonhei...
"não sei se me devo sentar" - disse ele e depois falou da palavra, do pensamento, da representação das coisas, do comboio, da minha amada ribeira e do meu sentido porto, dos cinco sentidos, pediu-me um abraço e ofereceu-me pequeno-almoço. tinha as mãos sujas e cheirava a álcool, os olhos gritavam 'SUBSTÂNCIAS', mas conseguiram olhar-me directamente sem medo, sem pudor, sem arrependimento durante todo o tempo... durante todo o tempo em que eu, precisamente me armava em má e me limitava a viver à defensiva. "o actual, o agora... por exemplo estarmos numa carruagem e sentirmos a presença do outro na outra carruagem..."
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