num bar super in da invicta, tão in que só me apetecia vomitar, mas vómito in:
"você parece uma actriz" - diz ele
não me digas que porno... pensei eu...
"Daquelas dos programas do canal 2 às 3ªs e 5ªs... tipo a miúda é gira mas tem a mania que é má, que é macho" - acrescenta ele
às tantas pergunto-me se não seria mais saudável para o meu ego que me tivesse encontrado semelhanças com uma qualquer actriz porno, mas enfim.... felizmente a minha auto-estima é sempre exagerada, pelo que de momento encontra-se numa estado tido como normal, tão-somente.
num comboio bem cedo... ainda nem sei bem se sonhei...
"não sei se me devo sentar" - disse ele e depois falou da palavra, do pensamento, da representação das coisas, do comboio, da minha amada ribeira e do meu sentido porto, dos cinco sentidos, pediu-me um abraço e ofereceu-me pequeno-almoço. tinha as mãos sujas e cheirava a álcool, os olhos gritavam 'SUBSTÂNCIAS', mas conseguiram olhar-me directamente sem medo, sem pudor, sem arrependimento durante todo o tempo... durante todo o tempo em que eu, precisamente me armava em má e me limitava a viver à defensiva. "o actual, o agora... por exemplo estarmos numa carruagem e sentirmos a presença do outro na outra carruagem..."
